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Novo Acordo Ortográfico do português é obrigatório a partir deste ano (2016). Confira o que mudou:

Novo Acordo Ortográfico do português é obrigatório a partir deste ano (2016). Confira o que mudou:

08/01/2016

Medida tem como objetivo padronizar a ortografia da língua portuguesa em países lusófonos

Minissaia ou mini-saia? Jibóia ou jiboia? Linguiça ou linguïça? Muitas palavras que estávamos habituados a escrever agora vão mudar. É que o novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, mais conhecido por bagunçar os hifens e assassinar os acentos diferenciais agora está oficialmente em vigência. A língua portuguesa assumiu aqui no Brasil as novas regras propostas pelo Acordo desde o dia 1º de janeiro de 2016.

Inicialmente previsto para implementação em 2013, o governo adiou a medida para alinhar o cronograma com outros países lusófonos e dar mais um tempinho para que a população se adaptasse às mudanças. Segundo informações do Portal Brasil, com a medida, haverá alterações em 0,8% dos vocábulos no Brasil e 1,3% em Portugal.

Criado para padronizar a ortografia da língua portuguesa, facilitar o intercâmbio cultural e científico entre os países que compartilham a língua e ampliar a divulgação do idioma e da literatura pelo mundo, o Acordo foi assinado em 1990 entre os países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), que atualmente incluem Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.

Para os que ainda não se adaptaram às mudanças, a Academia Brasileira de Letras (ABL) lançou um aplicativo gratuito que promete ajudar no processo. Chamado de "Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp)", o aplicativo permite consultar mais de 400 mil verbetes que seguem as novas regras de ortografia. O aplicativo está disponível para dispositivos Androide e iOS.

Confira abaixo um guia com as principais alterações sofridas pela língua portuguesa no Brasil:

Alfabeto
Hoje tem 23 letras, agora passa a ter 26. O k, w e y voltam ao alfabeto oficial, porque o acordo entende que é um contra-senso haver nomes próprios e abreviaturas com letras que não estavam no alfabeto oficial (caso de kg e km).
Além disso, são letras usadas pelo português para nomes indígenas (as línguas indígenas são ágrafas, mas os linguistas estudiosos desses idiomas assim convencionaram). Na prática: nenhuma palavra passa a ser escrita com essas letras - "quilo" não passa a ser "kilo" - por serem "pouco produtivas" ao português.

Somem da ortografia
Trema

Somem de toda a escrita os dois pontos usados sobre a vogal "u" em algumas palavras, mas apenas da escrita. Assim, em "linguiça", o "ui" continua a ser pronunciado. Exceção: nomes próprios, como Hübner.

Acento diferencial
Também desaparecem da escrita. Portanto, pelo (por meio de, ou preposição + artigo), pêlo (de cachorro, ou substantivo) e pélo (flexão do verbo pelar) passam a ser escritos da mesma maneira. Exceções: para os verbos pôr e pode - do contrário, seria difícil identificar, pelo contexto, se a frase "o país pode alcançar um grande grau de progresso" está no presente ou no passado.

Acento circunflexo
Desaparece nas palavras terminadas em êem (terceira pessoa do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo de crer, ver, dar...) e em oo (hiato). Caso de crêem, vêem, dêem e de enjôo e vôo.

Acento agudo
1 - Nos ditongos abertos éi e ói, ele desaparece da ortografia. Desta forma, "assembléia" e "paranóia" passam a ser assembleia e paranoia. No caso de "apóio", o leitor deverá compreender o contexto em que se insere – em "Eu apoio o canditato Fulano", leia-se "eu apóio", enquanto "Tenho uma mesa de apoio em meu escritório" continua a ser escrito e lido da mesma forma.
2 - Desaparecem no i e no u, após ditongos (união de duas vogais) em palavras com a penúltima sílaba tônica (que é pronunciada com mais força, a paroxítona). Caso de feiúra.

Uso do Hífen
Deixa de existir na língua em apenas dois casos:
1 - Quando o segundo elemento começar com s ou r. Estas devem ser duplicadas. Assim, contra-regra passa a ser contrarregra, contra-senso passa a ser contrassenso. Mas uma exceção: se o prefixo termina em r, tudo fica como está, ou seja, aquela cola super-resistente continua a resistir da mesma forma.
2 - Quando o primeiro elemento termina e o segundo começa com vogal. Ou seja, as rodovias deixam de ser auto-estradas para se tornarem autoestradas e aquela aula fora do ambiente da escola passa a ser uma atividade extraescolar e não mais extra-escolar.

Reproduzido de Portal Brasil.
 

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