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É medicamento? Leia a bula

É medicamento? Leia a bula

07/01/2014

Às vezes o texto é técnico demais, às vezes, longo demais, mas é importante que todo paciente leia a bula do medicamento antes de começar a usá-lo.

A bula traz informações importantes sobre o medicamento e o tratamento, assim como advertências para o uso que devem ser levadas em consideração.

“É sempre aconselhável fazer a leitura da bula com todas as informações a respeito do tratamento. Muitas vezes podem acontecer algumas reações e, se aquilo estiver contemplado na bula, o paciente pode entrar em contato com o médico ou o farmacêutico no local onde ele comprou o medicamento para receber esclarecimentos”, recomenda o farmacêutico
Thiago Perissoli, gerente da Divisão de Farmácia do Hospital Ministro Costa Cavalcanti.

A linguagem técnica usada nas bulas pode afastar o paciente, mas é preciso deixar de lado essa reação inicial. Perissoli lembra que a linguagem utilizada para as bulas varia de acordo com cada laboratório. “Hoje, dependendo do laboratório, as bulas acabam tendo um linguajar mais técnico. O que eu sempre recomendo é entrar em contato com o farmacêutico que é o profissional que vai conseguir sanar as dúvidas do paciente”, diz.

A internet também pode ser aliada na hora de ler – e entenderuma bula. Os termos técnicos podem ser pesquisados para acabar com as dúvidas, mas é preciso ficar atento: somente a leitura das bulas não é suficiente para que o paciente faça sozinho um tratamento. “A gente consegue todos os dados, mas ainda falta o ‘olho clínico’ ou até a experiência, a vivência do médico, do farmacêutico”, orienta Perissoli.

Além disso, é preciso saber também onde buscar a informação na internet porque nem todo site é confiável. “De novo, sempre buscar contato contato com o farmacêutico,
profissional gabaritado para responder às dúvidas.”

Por vezes, a leitura de uma bula pode assustar, principalmente em relação às reações adversas que o medicamento pode provocar. Nesse caso, é preciso levar em consideração que todas as reações relatadas precisam obrigatoriamente ser informadas pelo laboratório f a b r i c a n t e , mas podem representar incidências mínimas, explica o farmacêutico. “Mesmo se acontecer uma vez em 20 anos, o laboratório é obrigado a notificar.”

O ideal era que a bula apresentasse a estratificação de risco de ocorrência das reações adversas – se é frequente, baixa, baixíssima –, mas isso não é comum. “Então, o laboratório coloca num parágrafo tudo o que pode acontecer, mas uma dor de cabeça é mais frequente do que um acidente vascular cerebral (AVC), por exemplo, e que pode levar a danos maiores”, esclarece.

Se a bula é longa e o tempo e a paciência são curtos, alguns itens são obrigatórios. “Primeiramente, a posologia. As doses, que dependendo do medicamento, variam de acordo com sexo, idade ou outro fator, como hipertensão, diabetes. Outros itens são as reações adversas para o paciente ter a ciência do que pode acontecer e a questão da estabilidade, onde você vai acondicionar o medicamento, o prazo de validade, recomendações para gestantes”, enumera Perissoli.


Fonte: Newsletter Edição 4 - Hospital Ministro Costa Cavalcanti

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