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Conscientização marca Dia Mundial de Lavagem das Mãos no Hospital Costa Cavalcanti

Conscientização marca Dia Mundial de Lavagem das Mãos no Hospital Costa Cavalcanti

20/10/2020

O Serviço de Controle de Infecção da Fundação de Saúde Itaiguapy está promovendo atividades no Hospital Ministro Costa Cavalcanti desde a última quinta (15), para lembrar o Dia Mundial de Lavagem das Mãos. A equipe percorrerá 25 setores do centro hospitalar, nos períodos manhã, tarde e noite, promovendo um jogo de tabuleiro com perguntas e respostas, e atividades práticas que remetem aos cinco momentos da higienização correta das mãos, preconizados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

De acordo com a enfermeira supervisora da SCI, Regiane da Silva, a lavagem das mãos é, sem dúvida, a rotina mais simples, eficaz, acessível, de baixo custo e de maior importância na prevenção e controle da disseminação de micro-organismos causadores de infecções. "As mãos transmitem a chamada infecção cruzada. A Anvisa recomenda que elas devem ser lavadas antes de contato com um paciente; antes da realização de procedimentos assépticos; após risco de exposição a fluidos corporais do paciente; após contato com um paciente; e após o contato com as áreas próximas ao paciente", informou a enfermeira. De acordo com ela, não é só os profissionais que prestam assistência direta ao paciente que precisa higienizar as mãos corretamente, mas sim todos os profissionais que atuam dentro da instituição, habito que deve ser seguido no domicílio também pois é uma das maneiras de prevenir as infecções transmissíveis como diarreia, gripe e hoje a tão falada covid-19. "A campanha tem servido para conscientizar e estimular, pois o profissional fica mais atento para lavar as mãos adequadamente seguindo todos os passos corretamente quando estimulados e instigados", explicou Regiane.

Vigilância epidemiológica - O Costa Cavalcanti conta com o Serviço de Controle de Infecção, composto por uma equipe de cinco enfermeiras, uma médica infectologista, dois estudantes de medicina, uma acadêmica de enfermagem e um assistente especializado. São eles os responsáveis por desenvolver ações de vigilância epidemiológica das infecções. O trabalho envolve treinamentos, visitas técnicas, orientações sobre prevenção, precauções de isolamento e uso racional de antimicrobianos, para evitar o aparecimento das bactérias multirresistentes.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera aceitável índices de até 5% de infecção relacionado a assistência. A taxa média de infecção registrada no HMCC no primeiro semestre de 2020 foi de 4,59% dos pacientes internados, número bem abaixo do índice registrado em hospitais brasileiros que é de 15,5%.

Mesmo quando todas as medidas são cumpridas, pacientes em estado grave, internados por longo tempo, submetidos a cirurgias complexas e com doenças crônicas podem evoluir com infecção. Os hospitais têm a responsabilidade de adotar medidas para controlar a infecção, porém não são necessariamente culpados quando ela ocorre, esclarecem os especialistas. A infecção prolonga a internação do paciente e aumenta o custo do tratamento, por isso, o mais importante é a prevenção.

De acordo com a médica infectologista, Betânia Bernardo, contrário do que se pensa a infecção relacionada a assistência não é necessariamente resultado de má qualidade assistencial. "Não existem hospitais com índice de infecção igual a zero. Existem aqueles que têm uma vigilância ativa, conhecem os seus índices e atuam para diminuí-los e outros que desconhecem a sua realidade por não possuir uma equipe bem estruturada", ressaltou.

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